Por que autoconhecimento?

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Fazem alguns anos que percebi que a grande fonte do meu sofrimento era interna. E seu remédio também.

A gente nasce e normalmente não aprende a olhar nossos sentimentos, discriminar as sensações e falar sobre elas. Meninas não podem demonstrar raiva, meninos não podem chorar. A maioria das escolas nos ensina conteúdo, passa informação. Tudo sobre o mundo externo. Mas o que isso tem a ver conosco?

Mais ou menos 15 anos depois de iniciar meu processo pessoal de fuçar aqui dentro, estudar sobre isso e descobrir diferentes ferramentas resolvi investigar mais a fundo o porque a gente um dia resolve parar de se distrair tanto com o que ta fora e resolve tomar coragem de se investigar. 

Por que esse processo de olhar pra dentro demanda coragem, sejamos sinceros! 

A gente fica tanto tempo alienados dos nossos sentimentos, dos nossos sonhos, longe do nosso centro. Da nossa luz. E toda essa coisa acumulada fica atrapalhando tanto nossa conexão com quem a gente é. 

Freud fala que nossa mente é igual uma casa. E nessa casa tem alguns poucos cômodos que são iluminados, com a luz acesa. A grande maioria está no escuro, esquecido. Um dia a gente precisa entrar nesses espaços escuros e fazer uma grande faxina. 

Para fazer a faxina a gente precisa primeiro se incomodar com a sujeira. Depois tomar coragem para ir lá e lidar com ela, abrir espaços e viver numa casa muito mais organizada e onde possa fluir energia. 

A energia precisa fluir pelo nosso corpo, nossos pensamentos. Uma hora a gente cansa de acumular máscaras e tentar corresponder as expectativas dos outros. Porque mesmo parecendo bem-sucedidos na opinião do outro podemos estar infelizes, já que não sabemos da nossa verdade. 

E saber nossa verdade, desapegando desse papéis, precisa de uma “limpeza” constante dos pensamentos que vão surgindo e das informações que ingerimos. Por isso o autoconhecimento é uma atividade diária. Todos os dias olhamos um pouco. Todo dia vamos mantendo a casa limpa. Para enxergar melhor as coisas e saber também quem a gente é para poder contribuir para o mundo. 

Se sentir livre para ser quem é. Mais um ato de coragem. Mas uma vez que começamos a descobrir quem somos pode ser que nada mude por alguns momentos, mas logo temos que nos alinhar, como ensina o Yoga. Pensamentos, palavras e ações. 

O processo de olhar para si nos pede coragem, vontade e união com mais gente que está no mesmo caminho e nos encorajam a seguir em frente quando surge a vontade de desistir, quando surgem as resistências. 

E outra ferramenta que nos ajuda muito são as práticas diárias. Yoga e meditação. Oração. Todos os dias um pouco nos dando força para seguir e passar pelas tempestades da vida. 

Siga se investigando para saber o que fazer com tanta informação e entender como você pode ser cada vez melhor para si e para o mundo!

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Olá! Sou a Ju Ferraro! Psicóloga por formação e viajante por amor às coisas novas da vida. Meu contato com diferentes línguas e culturas começou quando trabalhei no Club Méditerranée. Depois fiz um mochilão pelo mundo em busca de autoconhecimento. Em pouco mais de 1 ano conheci diversos países asiáticos, em especial a Índia, onde fundei uma paixão profunda pelo Yoga e pela meditação. No Brasil: morei, dee aulas de Yoga e me formei como massoterapeuta em Paraty, RJ. Foi nessa época que conclui 5 cursos de 10 dias de meditação Vipassana e me aprofundou na prática do Ashtanga Yoga com os professores Matthew Volmer e Dany Sá. Em 2019 iniciei uma nova jornada para a Índia, pratiquei por dois meses Ashtanga Yoga no KPJAYI, em Mysore, com a professora Saraswathi Jois e aluna da professora certificada Sharmila Desai. E dou aulas particulares de Ashtanga Yoga Online.
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